Joana D’arc, a bibliotecária do CEF 25

13 02 2011

Momentos de angústia sofridos pela bibliotecária do CEF 25 

Joana D’arc é bibliotecária no Centro de Ensino Fundamental 25 de Ceilândia há 12 anos, ela contou a nossa repórter que nunca em todo esse tempo trabalhando na escola passou por tamanha angústia a pânico.

Visualmente abatida, Joana relembra os momentos angustiosos que viveu na companhia de 12 estudantes menores que estavam com ela dentro da biblioteca no momento da chuva. Eles a ajudavam na catalogação dos 5.800 livros que a biblioteca havia recebido para o projeto didático escolar deste ano. “Na hora que vi a água entrando na biblioteca pensei que a canaleta havia quebrado. Em pouco tempo a água já estava na altura da minha perna”, conta Joana.

Ela nos disse que a maior preocupação naquele momento era com as crianças que estavam sob sua responsabilidade. “Falei para elas largarem imediatamente os livros e subirem nas mesas, mas a água encheu a sala rapidamente deixando-as apavoradas”, afirma ela.

A bibliotecária temendo que o nível da água aumentasse resolveu tirar as crianças da biblioteca. Fez uma fila e de mãos dadas foram se encaminhando para uma das portas de saída. Ao tentar tirar as crianças da área de risco uma pilha de livros caiu e travou a porta. “Nesse momento pensei que ia morrer. Fiquei desesperada e corri com as crianças pra outra porta”, relembra a bibliotecária. O pânico durou por volta de sete minutos e o resultado foi assustador. Mais de 3.500 livros destruídos. “Pelo menos ninguém se machucou”, afirma Joana.

Na tarde da última sexta-feira (11) Joana acompanhava atentamente o trabalho dos garis do SLU na retirada dos livros estragados da biblioteca que foram levados para a reciclagem. “Ainda vai demorar para esquecer esse primeiro dia de aula, mas cremos que tudo vai ficar bem, apesar de todo o meu trabalho ter ido embora com a chuva”, lamenta Joana.

Para ver todas as fotos da tragédia no CEF 25 em Ceilândia, acesse nosso flickr.

Colaborou: Keyla Reis  – Foto: Keyla Reis





Os destroços causados pela chuva no C.E.F. 25

12 02 2011

Um dia após a tragédia causada pela chuva de granizo, o Portal de Ceilândia foi ver de perto os destroços deixados pela forte chuva que invadiu o Centro de Ensino Fundamental 25 de Ceilândia e conversar com o diretor da escola, Jair Roberto da Silva.     

Quando a Equipe chegou deparamo-nos com um enorme caminhão abarrotado de livros molhados e sujos de lama, na carroceria. Naquele momento a escola estava sendo limpa por vários profissionais de limpeza. A força-tarefa mobilizou o SLU, Novacap e núcleos de limpeza de várias escolas públicas do setor P.Norte.

O diretor da escola, Jair Roberto da Silva, contou em detalhes à nossa equipe, o pior momento já sofrido por ele na profissão. Ele relembra que às 15h30 começou uma forte chuva que durou cerca de 30 minutos. Neste momento Jair pensou em liberar as crianças para ir para casa, temendo a chuva. Nos próximos 5 minutos não sabia ele que o temor que sentira se transformaria em uma tragédia anunciada. Com cinco minutos de chuva repentina todos ouviram um forte barulho. Era a chuva colocando muro abaixo e invadindo todos os corredores e salas de aula. Em pouco tempo a chuva estava com 1m de altura, alunos em cima das mesas apavorados. Os professores tentando controlar a situação e Jair ligando desesperadamente para todos os órgãos do GDF para ajudá-lo. “Primeiro liguei pra CEB temendo um curto circuito, depois para a Regional de Ensino, Defesa Civil e assim foi… ligava pra eles e eles informavam outros órgãos. Contudo nossa maior preocupação era com os alunos”, relembra Jair.

 Jair também recorda-se que há 20 minutos antes da chuva tinha sido servido o primeiro lanche do ano letivo de 2011, na hora do recreio. O muro que foi destroçado pela chuva fica ao lado da cantina. “Pior seria se as crianças estivessem aqui no momento que a chuva arrancou o muro, teria sido muito pior. E se o muro não tivesse caído, o pior teria ocorrido, a escola teria sido inundada”, afirma aliviado.       

O estrago é incalculável. Mesas, cadeiras, documentos acadêmicos, 8 caixas de papel, armários dos professores, 2 netbooks novos, uniformes escolar, telhados e cerca de 3.500 livros novos e todos os alimentos da cantina foram danificados, estragados e perdidos.

Na tarde da última quinta-feira havia na escola 24 professores que não se esquivaram em ajudar e salvar seus alunos, deixando de lado seus pertences pessoais, sapatos que foram carregados pela chuva e seus carros alagados e levados pela correnteza.    

 O diretor conta que para regularizar a situação sofrida no Centro de Ensino Fundamental 25 de Ceilândia a energia elétrica e telefone precisam ser restabelecidos além da parte física (muro da escola) e pedagógica (plano de aula dos professores). Outra medida de urgência é vacinar todos os alunos, professores e funcionários contra tétano e doenças causadas pela água suja. Só então as aulas retornarão, ainda sem data prevista.       

Confira as fotos do desastre um dia após a chuva, aqui.   

Colaborou: Keyla Reis  –  Fotos: Cristiane Matos





Chuva de granizo causa estragos na cidade

11 02 2011

         Por volta de 16h da tarde de quinta-feira (10) o céu começou a fechar em Ceilândia. Uma chuva tímida se anunciava. Até que começou-se a ouvir barulhos de pequenas pedrinhas no telhado. Sim, era granizo. Chuva de granizo, um fenômeno que não se via há alguns anos na cidade. A chuva foi ficando mais forte e as pedras de granizo maiores. Por cerca de uma hora choveu forte em Ceilândia. Ruas inundaram, dificultando o trânsito de carros e pedestres. O asfalto de alguns pontos da cidade ficou destruído com a força da chuva.

         A chuva surpreendeu também alunos, professores e a direção do Centro de Ensino Fundamental 25 em Ceilândia com sua força. Funcionários contam que uma enxurrada derrubou o muro e uma parede da escola de aproximadamente 2 metros de altura. Após entrar na escola a chuva foi causando danos a quem via pela frente. A água invadiu as salas, onde naquele momento, era ministrada a primeira aula do ano letivo de 2011, causando pânico e euforia. Para se proteger os alunos subiram em cima das mesas pois o nível da água era alto.

         Cerca de 30 mil livros foram levados pela chuva, além de computadores que foram danificados. E os prejuízos não pararam por aí, o estoque da merenda escolar também foi atingido pela forte correnteza. Durante o temporal, a direção se mobilizou para que ninguém se ferisse, e para isso, as crianças foram colocadas em cima de bancos de concreto.   

         Na manhã de hoje, uma força-tarefa foi mobilizada desde às 6h da manhã no colégio, com o objetivo de corrigir os danos causados pela chuva. Foram mobilizados o Sistema de Limpeza Urbano (SLU) e a Polícia Militar (PM) para ajudar a pôr ordem na escola além de assegurar a área. Os trabalhos vão se estender durante o fim de semana. A meta é tentar deixar a escola pronta para que os 800 alunos retornem ainda nesta segunda-feira (14/2) garante o diretor da instituição, Jair Roberto da Silva. Hoje as aulas estão suspensas.

       Veja as imagens capturadas pela Rede Globo no Centro de Ensino Fundamental 25 em Ceilândia momentos após o desastre. Na reportagem também é mostrado os prejuízos causados pela forte chuva no Condomínio Sol Nascente, em Ceilândia. Acompanhe o vídeo e veja no nosso flickr fotos exclusivas da chuva de granizo.     

Colaborou: Keyla Reis –  Fotos: Keyla Reis  – Vídeo: Rede Globo





Rede pública de ensino volta as aulas

10 02 2011

Nesta quinta-feira (10) oficialmente iniciam as aulas na rede pública de ensino. Será que está tudo certo para atender mais de 300 escolas do Distrito Federal com professores em todas as salas e merenda escolar para todos os alunos? A secretária de educação, Regina Vinhaes Gracindo, garante o início do ano letivo com escolas e professores suficientes para atender toda rede pública. Os últimos ajustes devem se estender durante essa semana, quando a secretária promete dar prosseguimento à convocação de professores temporários, iniciada nos últimos dias. Ao todo, cerca de 2,6 mil docentes, selecionados por meio de concurso público, devem ser chamados.

A fim de garantir condições para que os alunos retornem às escolas, na última semana a Secretaria de Educação firmou contrato com as cinco empresas que prestarão o serviço de transporte escolar no DF. Um investimento de R$ 664 mil por mês — o que representa uma economia de 50% em relação ao valor gasto pelo governo anterior, quando o serviço foi prestado via contrato emergencial. Regina afirma ainda que, para garantir a merenda nas escolas, foi contratado um reforço de 1,5 mil cozinheiros por meio de duas empresas terceirizadas.

Com relação ao deficit de quase 3 mil professores na rede, ela assume que existem vagas no quadro da Secretaria para a contratação de profissionais, mas que não é possível fazer nomeações imediatas por não haver previsão na lei orçamentária do DF para o contingente extra. “Se fizéssemos, isso seria ilegal. Vamos tentar um diálogo na Câmara Legislativa para avaliar o que é possível ser feito em termos de orçamento, mas sem promessas”, pondera. Regina Vinhaes considera que o desentendimento em relação a um aviso publicado no site da pasta — que anunciou a possível contratação de 1,5 mil professores, quando na verdade apenas as 400 vagas abertas pelo edital do concurso seriam preenchidas — abalou sua relação com os professores nesse início de governo. “Foi um erro que não poderia ter acontecido, tenho consciência disso”, avalia a secretária, reafirmando que a expectativa é que, com a volta às aulas, o mal-estar seja superado. 

Para receber os alunos no início do ano letivo, a Secretaria de Educação fez uma operação de emergência na estrutura de 300 escolas do DF. Outras 12, condenadas pelo Ministério Público do Distrito Federal (MPDFT) no ano passado, já começam a passar por uma ampla reforma. O aluguel de locais privados foi a alternativa encontrada pela secretária para suprir um deficit de cerca de 50 salas de aula em todo o DF.

Colaborou Keyla Reis com informações do Correio Braziliense – Foto: Google





Professores se reúnem para discutir a educação em Ceilândia

4 02 2011

Neste sábado (5) a categoria dos professores de Ceilândia reúne-se no Centro Educacional 11 da cidade, à partir das 14h, para discutir os rumos da educação para Ceilândia nesse ano. O encontro é realizado pelo Movimento Popular por uma Ceilândia Melhor, o MOPOCEM. Sob o viés “A Ceilândia que queremos…” o MOPOCEM, recém criado pela classe, vai discutir planos estratégicos para a educação dos ceilandenses. O novo Diretor da Regional de Ensino de Ceilândia, professor Nelson Moreira Sobrinho, estará à frente da reunião que contará com cerca de 100 professores. O diretor da Escola Técnica de Ceilândia e a secretária de Educação do Distrito Federal, Regina Vinhais, também foram convidados.

Colaborou Keyla Reis