Hotéis para a prática de prostituição e tráfico de drogas precisam fechar

28 02 2011

No fim de semana um jornal de grande circulação de Brasília denunciou hotéis de Ceilândia que funcionam como pontos clandestinos de prostituição e tráfico de drogas, deliberadamente. A hospedagem é cobrada por hora e o serviço é de baixo custo, chegando a R$ 9,99 a hora, não precisando de identificação nem preenchimento de uma ficha na recepção, como é de costume dos hotéis. No início do mês uma jovem de 17 anos foi morta por esganadura, com um fio de celular envolto no pescoço, pelo namorado de 18 anos, num hotel da QNN 17, Ceilândia Norte.

Esses hotéis são pontos de prostituição, muitas vezes, prostituição infantil, o que é crime. Pela facilidade em entrar nas dependências desses hotéis este crime é cometido diariamente e a qualquer hora do dia. A comercialização de drogas também é atração dentro e nas proximidades desses hotéis. Na Avenida Hélio Prates, na QNM 01 à partir de 20h, após as lojas fecharem, usuários e traficantes de drogas usam entorpecentes na porta do hotel, como se estivesse chamando a clientela. Durante toda a madrugada vemos um movimento de jovens sentados nas calçadas do hotel, quando não, nas escadas do mesmo, para inibir a ação da polícia. A alguns metros deste local encontra-se a Delegacia da Criança e do Adolescente.

O hotel onde a jovem foi encontrada morta, após o crime, foi fechado pela polícia. Contudo, a medida durou apenas duas semanas. O estabelecimento já voltou a funcionar e dessa vez com uma promoção para atrair mais clientes. Agora, cobra R$ 17 por duas horas, ao invés de R$ 10 a hora.

O Portal de Ceilândia exige que autoridades tomem providências para fechar estabelecimentos ilegais. Manter casas de prostituição, viver às custas de prostitutas ou mesmo induzir alguém a esse tipo de trabalho são considerados crimes. A pena pode ir de um a oito anos de reclusão. Todos os indícios apontam que em pequenos hotéis da cidade funcionam como casas de prostituição e pontos de tráfico de drogas. A imprensa local exige que Polícia Militar, Delegacia da Criança e do Adolescente, Agência de Fiscalização (Agefis), Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de Brasília (Sindhobar) e Administração de Ceilândia tomem uma providência urgente a favor da vida e da dignidade do ser humano.

Por:  Keyla Reis

Foto: Google

 

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